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Inclusão Travessias: Dia Internacional da Fotografia: Memórias e Acervos Corpos Estranhados

Publicado em 17/08/2021

Como nos representamos, qual a imagem que temos de nós mesmos na sociedade?

Como nos representamos, qual a imagem que temos de nós mesmos na sociedade? 

A fotografia é hoje uma das linguagens mais acessíveis para retratarmos o mundo que nos rodeia, além de ser também uma das formas mais comumente atribuídas à noção de representação fiel da “realidade”. 

Na quinta-feira, dia 19 de agosto, comemora-se o Dia Mundial da Fotografia, técnica que nem sempre foi considerada arte no meio das narrativas de representação, exploração e pesquisa do universo das imagens. Hoje, além de ser um meio para investigarmos o mundo ao nosso redor, nos mostrarmos e criarmos outras existências, a fotografia também nos permite descobrir as extensões e representações de nossos corpos.

As coisas, contudo, nem sempre foram assim. Antigamente, a fotografia, usada como registro de fenômenos “curiosos” retratou os corpos de diversidade como alegorias do estranho, do excêntrico e do (in)comum… Pessoas com deficiência tinham seus retratos vendidos como lembranças típicas de visitas a circos e exposições sobre – corpos estranhados. Um expoente desse movimento foi o American Museum de Phineas Taylor Barnum, produtor de espetáculos, que se usava da fotografia para publicizar os corpos diversos com o nome de “Freaks”. 

Questionar como nossas existências se afirmam no mundo através destes meios do estranhamento também é uma forma de subverter a noção do olhar exótico, de nos colocarmos como donos do poder de nossa própria representação. Mobilizarmos as memórias de nossas existências é uma das potências que a fotografia nos permite, para então, criarmos novos caminhos para outras noções de inclusão.


Fotografia 1: Myrtle Corbin, nasceu com um par de pélvis e quatro pernas. Imagem em preto e brando de menina de cabelos na altura dos ombros sentada em uma cadeira com as mãos repousadas em seu colo. Usa uma blusa de cetim com decote e vê e franja nas mangas. Ao fundo há um cenário fotográfico com uma coluna à sua direita e um apoiador à esquerda. 

Fotografia 2: Corpos diversos para fotografia conjunta em que as pessoas são dispostas em dois planos, um mais alto e outro mais baixo. Imagem em preto e branco de pessoas com deficiência, pessoas do oriente geográfico e artistas circenses dividem o mesmo lugar de representação.

Fotografia 3: Isaac Sprague, homem com extrema atrofia muscular. Imagem em preto e branco de homem alto em pé com braços e pernas muito finos, braço direito repousado sobre sua cintura. Usa uma bermuda, um colete de cetim e botas de cano médio feitas de couro. Ao fundo um cenário fotográfico com uma cortina de veludo à direita e uma coluna baixa à esquerda. 


Fonte das Imagens: Wiki Commons.

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