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Inclusão Travessias: Os Modelos de Compreensão da Deficiência

Publicado em 08/02/2022

No texto anterior de Inclusão Travessias, abordamos amplamente diferenças entre os conceitos de deficiência e incapacidade e como algumas delas foram mobilizadas criticamente pelos movimentos de pessoas com deficiência. Hoje, vamos abordar sobre a emergência teórica dos modelos sociais deficiência e como eles se coligam aos movimentos sociopolíticos e a outras formas de teorizar sobre a questão.

Tem cada vez mais se popularizado discussões sobre as formas de compreender a deficiência enquanto um conceito teórico e prático. Algumas delas são chamadas de modelos. Modelos teóricos seriam enquadramentos padronizados em que um objeto é definido e explicado por uma determinada área de conhecimento. No caso da deficiência, ela já foi historicamente alocada em enquadramentos mitológicos, religiosos e filantrópicos. Atualmente os enquadramentos oficiais sobre a deficiência são os científicos.

Um dos primeiros enquadramentos científicos da deficiência é chamado de modelo médico ou biomédico. Nesse modelo, a deficiência é amplamente compreendida como um conceito que esse refere a disfunção orgânica que limitaria as funções corporais normais. Esse modelo predominou ao longo da primeira metade do século XX e foi utilizado como padrão para construções de políticas sociais voltados às pessoas com deficiência.

A partir da segunda metade de século XX, os chamados modelos sociais da deficiência passaram a ganhar destaque. A diferença do modelo social para o modelo biomédico é que a deficiência é compreendida a partir das interações e relações sociais e culturais. Em outras palavras, para o modelo social a deficiência não precisa exatamente da disfunção corporal para ser compreendida como uma questão política e cultural. Ao longo dos anos 1970 e 1980, nos EUA, desenvolveu-se o “modelo minoritário” ou “modelo de direitos”; já no Reino Unido, na mesma temporalidade, se configurou o modelo histórico-materialista da deficiência. Ambos emergiram como produto das necessidades de reinterpretações da realidade da deficiência e que, ao mesmo tempo, servissem como ferramenta prática de luta política.

Para maiores detalhes e informações sobre a emergência dos modelos sociais da deficiência recomendamos os seguintes trabalhos:

DINIZ, Debora. O Que É Deficiência. São Paulo: Editora Brasiliense, 2007.

HARLOS, Franco Ezequiel. Sociologia da deficiência: vozes por significados e práticas (mais) inclusivas. São Carlos: UFSCar/PPGES, 2012.

MELLO, Anahí Guedes de. Por uma abordagem Antropológica da Deficiência: Pessoa, Corpo e Subjetividade. Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao curso de graduação em Ciências Sociais da Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 2009.


Autoria: Núcleo Educativo

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